SERGIPE PERDE COM A SAÍDA DE JECO DA CODEVASF E VANDER COSTA DO DNOCS

Sergipe enfrenta um novo cenário político e administrativo após a exoneração de Thomas Jefferson, conhecido como Jeco, da presidência da Codevasf em Sergipe, e de Marcos Vander Costa do comando do Dnocs. A decisão, tomada pelo governo federal, é vista por lideranças locais como brusca e motivada mais por interesses políticos do que por critérios técnicos.
Jeco, indicado pelo líder político André Moura, vinha se destacando à frente da Codevasf pelo trabalho consistente e pela capacidade de articulação junto aos municípios sergipanos. Durante sua gestão, promoveu a entrega de diversos maquinários e equipamentos agrícolas a prefeituras e associações, contribuindo diretamente para o fortalecimento da infraestrutura local e para o desenvolvimento de comunidades rurais. Seu desempenho técnico e político consolidou a Codevasf como um importante instrumento de apoio aos municípios.
Já Vander Costa, indicado ao Dnocs por Gustinho Ribeiro, havia assumido o cargo recentemente e vinha se firmando no comando do órgão. Sua exoneração também foi recebida com surpresa, sobretudo pela relevância estratégica do Dnocs para projetos de abastecimento e infraestrutura hídrica em Sergipe.
As exonerações ocorrem em meio a movimentações políticas intensas na Câmara Federal, evidenciando uma tentativa do governo federal de reorganizar espaços de poder. Essa troca repentina preocupa lideranças locais, que temem a descontinuidade de projetos importantes para o estado. A substituição de gestores técnicos experientes por novos indicados políticos pode gerar atrasos em obras e programas em andamento.
Tanto Jeco quanto Vander Costa vinham desempenhando papéis relevantes em suas respectivas áreas, e a saída de ambos é vista como uma perda significativa para Sergipe, especialmente em um momento em que investimentos federais são fundamentais para o desenvolvimento regional.
