SERGIPE PODE FICAR SEM INTERNET: ENTENDA A POLÊMICA ENTRE A ENERGISA E OS PROVEDORES DO ESTADO

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Uma exigência da Energisa Sergipe pode provocar um apagão digital no estado. O Sindicato dos Provedores de Sergipe, o SindiproSE, alertou que a distribuidora de energia exige a troca de plaquetas de identificação dos cabos de fibra óptica em todos os postes do estado até o dia 30 de junho, num custo estimado em R$ 10 milhões, que inevitavelmente chegaria à conta do consumidor.

O problema é que a exigência é considerada inviável. Os fabricantes das plaquetas confirmaram que não conseguem produzir a quantidade necessária dentro do prazo, e não haveria equipe técnica suficiente para instalar tudo a tempo. Para piorar, a Energisa só comunicou o prazo final em janeiro de 2026, menos de seis meses para uma operação de alcance estadual. Os 248 provedores de internet respondem por mais de 90% da conectividade de Sergipe e geram cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. Caso a distribuidora aplique penalidades, hospitais, escolas, comércios e residências de todo o estado ficariam sem internet.

A Energisa divulgou nota afirmando que “não procede a informação de que haverá desconexão em massa”, mas o SindiproSE rebateu, apontando que a exigência é redundante, não tem base em norma federal e que a Energisa Sergipe é a única das 104 concessionárias do Brasil a criar essa regra. O sindicato segue confiando no Ministério Público como mediador e não descarta recorrer ao Judiciário.

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