FESTA DO LAMBE-SUJO E CABOCLINHO AGORA É PATRIMÔNIO IMATERIAL DE SERGIPE E REFORÇA A IDENTIDADE DO POVO SERGIPANO

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) aprovou o projeto de lei do deputado estadual Paulo Júnior (PV) que reconhece oficialmente a tradicional Festa do Lambe-Sujo e Caboclinho, realizada em Laranjeiras, como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A medida também garante a inclusão da celebração no Calendário Oficial de Eventos de Sergipe, assegurando proteção e valorização permanente a uma das manifestações culturais mais marcantes do Nordeste.
Considerada uma das expressões populares mais antigas do país, a festa tem registros que remontam ao século XIX e retrata, por meio de música, dança, encenações e cortejos, a representação simbólica do confronto entre negros escravizados, conhecidos como Lambe-Sujo, e indígenas ligados aos senhores de engenho, os Caboclinhos.
A celebração reúne tradição, religiosidade e resistência histórica, incorporando elementos das culturas afro-brasileira, indígena e luso-brasileira. Durante o festejo, Laranjeiras se transforma em um grande cenário vivo, que preserva a memória e reafirma a riqueza cultural que faz do município um dos principais polos históricos de Sergipe.
Com o novo статус de Patrimônio Cultural e Imaterial, a lei proposta por Paulo Júnior cria instrumentos voltados à preservação, promoção e difusão da manifestação, garantindo que essa tradição continue sendo vivenciada e repassada às próximas gerações.
Para o deputado, a festa representa muito mais que um evento popular. “A Festa do Lambe-Sujo e Caboclinho é um patrimônio de todo o povo sergipano. Carrega nossa história, nossa ancestralidade e nossa força cultural. Garantir sua proteção legal é cumprir nossa missão de preservar, respeitar e valorizar o que somos enquanto povo”, afirmou.
