ROMPIMENTO ENTRE EMÍLIA CORRÊA E RICARDO MARQUES ABALA CENÁRIO POLÍTICO EM ARACAJU

A prefeita Emília Corrêa oficializou o rompimento com o vice-prefeito Ricardo Marques e determinou a exoneração de todos os cargos comissionados ligados ao segundo em comando — um movimento que pegou de surpresa aliados e eleitores. Os decretos publicados no Diário Oficial do Município selaram o fim de uma parceria que foi decisiva para a vitória da chapa em 2024.
A decisão repercutiu fortemente nos bastidores. Ricardo Marques, conhecido pelo estilo fiscalizador e por cobrar rigor na gestão pública, sempre foi tratado como peça fundamental na narrativa de renovação e independência construída pela dupla durante a campanha. Para muitos apoiadores, a ruptura simboliza uma quebra de confiança entre dois nomes que chegaram ao poder defendendo unidade e transparência.Informações de dentro da prefeitura apontam que o relacionamento político entre Emília e Ricardo já vinha desgastado há semanas. Divergências sobre nomeações, condução administrativa e influência dentro do governo teriam alimentado um clima de tensão crescente.
Segundo interlocutores, uma sequência de atritos internos teria levado Emília a optar pelas exonerações em bloco.Nas redes sociais, a reação foi imediata. Eleitores e simpatizantes de Ricardo Marques criticaram a prefeita, afirmando que ela estaria “se isolando” e abrindo mão de um dos pilares que ajudaram na construção de sua base política.
Diante do cenário, a grande expectativa agora recai sobre a manifestação de Ricardo Marques, que até o momento não se pronunciou. Nos corredores políticos, cresce a especulação de que ele pode adotar postura de oposição à atual gestão — movimento que, se confirmado, adicionará ainda mais tensão ao cenário municipal.
Com o racha oficialmente exposto, Aracaju acompanha uma crise que testa o discurso de harmonia prometido na campanha e abre novas perguntas sobre o futuro político da capital: quem se fortalece e quem se fragiliza com o fim da aliança no Palácio Aloísio Campos?
